Trilha Duplicada

Saturday, December 30, 2006

Um novo ano!

Fim de ano: época de desejar coisas para os outros e para si!
Já me desejaram tantas coisas! Alguns desejos sei que são verdadeiros, enquanto outros são apenas controls c + controls v, mas tá valendo! :P
Enfim .. leio todos e penso.
A coisa que eu mais desejo para mim e para todos é Amor!
Muito amor mesmo! Amor de mãe, de pai, de irmão, de irmã, de amigo, de amiga, de tio, de tia, de vô, de vó, de vizinho, de colega, de bichinho de estimação, etc etc etc etc ...
Muito AMOR em 2007 e em todos os outros anos que virão!

Termino minhas palavras com um trecho retirado de um texto de Drummond:

"Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome,você, meu caro,tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mastente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novocochila e espera desde sempre."

Thursday, December 28, 2006


Vontade de deixar em palavras tudo o que sinto-penso-vejo
O medo de antes, de registrar, de mostrar, de desvendar as coisas
Se transformou em desejo

Tuesday, December 26, 2006

Carta de fim de ano


Ganhei um lindo e amoroso presente de Natal de uma amiga linda - uma agenda para o Ano novo. A explicação que ela deu para a escolha do presente foi: "ele será de muita utilidade para uma pessoa tão cheia de atividades como você". É verdade.
O ano de 2006 consumiu muito de mim. Vieram muitas responsabilidades, muitos sonhos, esperança, amizades, brigas (que sempre vejo como se não fossem), reaproximações, erros, emoções, autoconhecimento, choros, morte, nascimentos e grandes aprendizados. Esse ano, que já chega a seu fim, já iniciou diferente. Primeira vez longe da família e perto dos amigos. Foi um reveillon e tanto. E tinham praias, conheci novas praias, lindas praias. A minha agenda de 2006 esteve repleta de compromissos e de acontecimentos quase todos os dias, o que me distraiu a percepção da ausência do meu irmão e de um amigo-irmão. E, no final, conheci um priminho sapeca que eu teimo em chamá-lo de sobrinho. A presença dele me obrigou a aproximar-me de casa, a aproveitar mais a família, a me dar mais tempo, a esquecer do tempo, a não sair, a me sentir mal ao deixá-lo em casa. Brincamos muito. E ainda teve o casamento lindo do meu irmão mais velho, enfeitado por minha mãe. Agora sou mais solteira ainda, tenho um irmão casado. E depois de um ano como esse a gente ainda chega ao final achando que não fez nada, com a sensação de que os dias passaram todos e não esperaram. Ainda vou buscar e quem sabe encontrar o quê me trará sensação de satisfação, de dever cumprido, de que o ano valeu a pena.
O ano de 2006 consumiu muito de mim, mas há algo que ficou intocado. Parece óbvio, não sei se se trata de amor, verei no ano que vem essa questão. Falando nisso...
Em 2006 recebi muito amor das minhas amigas e amigos, nem sei se mereci tanto, espero ter retribuído um pouco do tanto. Não recebi tanto da família por que não quis ou não soube receber, e não sei por quê. Dei pouco a eles, muito pouco comparado ao que merecem. Eu os amo e não entendo esse meu comportamento.
Vou olhar para o ano novo diferente, como se ele fosse novo.
E a minha agenda de 2007 será, se eu quiser, se Deus quiser, marcada por compromissos e muitos momentos de amizade, da família, de descontração e de alegria. Estou me arrumando, me organizando para dar espaço ao ano novo.


Engraçado, isso aqui pareceu com um daqueles dias de psicoterapia, que temos certeza do que queremos expor e na hora...pã, esquece-se o assunto primordial e efêmero e dá-se voz pra uma outra coisa que, ligeiramente, não tem nada a ver com o que ia ser dito. Eu ia falar da agenda, mas ia contar que procurei avidamente e várias vezes pela parte de Dados pessoais e não encontrei. Folheei as primeiras e últimas páginas e nada. Fui ao índice da agenda e não vi. Achei estranho, primeira agenda que vejo sem o espaço para Dados pessoais. "Ficarei sem meus Dados pessoais?" Escrevi meu nome na contra-capa. hoje abro na página perdida, não vista: Dados personales. Achei-os!


Saturday, December 09, 2006

sobrevivo mais um dia em que faço companhia pra mim
estou cansada de estar









penso no mar
para ele correr e afundar
depois boiar
brincar

pra mim

se queres me violentar
repita pra mim o que eu disse,
bata com palavras que declarei inocente e me arrependi
sem saber que um dia seriam usadas pra me ferir

Para quê será que as pessoas se reservam?

para o próximo dia?

para a próxima vida?

para a felicidade?

para a impossibilidade?

para morrer?

para não morrer?

E o que elas reservam?
momentos reservados, cheios de vazio de alguma coisa

deixo tudo que é passado...
vivo num dia em que só você é presente
lembrança
da simplicidade
do amor não achado
passado